Blog do Joel

03/07/2009 13:03

Nem crise, nem marolinha

No balanço que fez do setor automobilístico, o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, disse que o presidente Lula acertou ao reduzir o IPI para carros porque deu apoio a um setor que tem grande visibilidade e que também atinge um grande número de trabalhadores de outros setores, pela sua ampla cadeia produtiva: desde os insumos, de aço e energia, petróleo, até a rede de distribuição (mais de seis mil empresas pequenas e médias no País). Isso sem contar com os demais setores que atendem a demanda criada pelo carro, posto de combustíveis, oficinas, autopeças, serviços em geral.

Evitou demissões, queda na produção e deu uma injeção de otimismo no mercado. E mais: provou que o que existia era mesmo a crise do medo.

Sérgio Reze acha que, mesmo sabendo que o IPI será retomado gradativamente depois de outubro o consumidor não deixará de comprar, graças aos outros estímulos, como os juros menores (e em queda) e o aumento da facilidade de financiamento.

O mês de junho bateu todos os recordes de vendas: foram 300 mil veículos vendidos no mês e mais esta prorrogação do IPI, que vai até agosto, as montadoras estão confiantes que 2009 supere as vendas de 2008.

No início do ano ninguém acreditava nisso. Teve gente falando em expectativa de queda de vendas de até 19%.

Eu sempre fui otimista em relação a esse crescimento, porque essa crise nunca foi dramática no setor de automóveis. O que houve foi uma restrição ao crédito para os compradores de baixa renda, gente que comprava o carro sem entrada e pra pagar em 60 meses. Esse sim sofreu com a crise, assim como o comprador de moto, que tem menos recurso e não oferece garantia ao banco pra financiar o produto. A propósito, o setor de motos ainda está em baixa: caiu 23% no primeiro semestre e de vê recuperar agora, com a injeção de R$100 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador, com uma linha de crédito especial para motoboy.

Então, essa redução do IPI foi na verdade uma decisão importante do ponto de vista emocional. O consumidor percebeu que estava amparado pelo governo, criou confiança e continuou comprando.
O resultado está aí: o Brasil cresce, é uma exceção no mundo e – se depender do setor de automóvel – não tem nem crise, nem marolinha.

enviada por Joel Leite



02/07/2009 11:06

Recorde de 300 mil pode ser o fim da marolinha

A indústria automobilística não só bateu o recorde de vendas de todos os tempos, mas atingiu o patamar dos 300 mil carros por mês, um volume inimaginável neste ano da chamada crise econômica.

É verdade que grande parte disso foi de antecipação de compra, quer dizer: o consumidor comprou em junho para garantir o desconto do IPI. Mas mesmo depois do governo anunciar a prorrogação da redução do imposto, na segunda-feira, O mercado continuou superaquecido. No último dia do mês, terça-feira, foram vendidos, só de carros e comerciais leves – sem contar caminhões – 23,4 mil unidades. Pra se ter uma idéia do que isso significa, saiba que no ano passado, o melhor ano da história do setor, o recorde de vendas diárias foi 17 mil carros num único dia.

Foram vendidos em junho 300.203 mil veículos, em apenas 21 dias úteis, 4,2% a mais do que o recorde anterior, em julho de 2008, que teve 23 dias úteis.

Foram 1.451.054 unidades no semestre, crescimento de 2,6%.

E a média de vendas diárias no semestre cresceu 14% e relação a janeiro-junho do ano passado.

E com isso, as previsões pessimistas feitas por dirigentes e analistas no início do ano (de até 19% de queda), caíram por terra.

E é preciso admitir: não houve tsunami. E esse recorde pode ser o fim da marolinha




Joel Leite


enviada por Joel Leite



26/06/2009 10:46

Recorde histórico, 18,6 mil carros vendidos hoje


Você tem idéia quando foi que o Brasil vendeu mais carros num dia só? Em toda a história?

Foi no dia 25 de julho de 2009. Isso mesmo. Foram vendidos ontem 18.662 carros e comerciais leves.

E pelo ânimo dos consumidores e a expectativa das montadoras, esse recorde vai ser batido novamente hoje e pode ser superado na terça-feira, último dia do mês.

Algumas fábricas incrementaram a produção este mês, com trabalho aos sábados e a maioria das montadoras vai fazer feirões no fim de semana, para desovar os estoques faturados com o desconto do IPI.
Isso, é claro, se o governo não anunciar antes do fim do mês a prorrogação da redução do IPI.

O desconto no preço do carro zero, proporcionado pela redução do imposto, está levando o mercado a índices nunca vistos antes.
A média diária de vendas em julho é de 13,4 mil carros, recorde histórico.


enviada por Joel Leite



25/06/2009 11:52

Vendas recordes, 12,4 mil carros e comerciais leves por dia!

A indefinição sobre a prorrogação da redução do IPI para carros deve resultar em novo recorde histórico de vendas. A corrida às concessionárias em busca do preço com desconto está resultando em uma média diária de vendas de 12,4 mil carros e comercial leves. É o melhor desempenho da história. O recorde atual, de junho do ano passado, é de 11.860 unidades por dia.

No dia 15 foram vendidos 13.325 carros, foi a melhor segunda-feira da história e nos dias seguintes as vendas aumentaram ainda mais, chegando a 15 mil unidades diárias.

Com o silêncio do governo sobre a prorrogação, a tendência é de aumento nas vendas nos próximos dias, especialmente neste fim de semana, quando deverá ocorrer a maior venda de carros já registrada.

O recorde mensal de vendas é de 272.934 carros e comerciais leves, ocorrido em julho de 2008, um mês com 23 dias úteis.
Junho deverá superar esses números, mesmo com apenas 21 dias de vendas.

Com certeza o primeiro semestre vai fechar com crescimento em relação ao ano passado.

enviada por Joel Leite



16/06/2009 10:41

O “novo” Troller T4 é o mesmo

A Ford informou que apresentou o “novo” Troller T4 na Festa Nacional do Jeep, em Brusque, Santa Catarina. Disse que o jipe tem carroceria reestilizada, novidades no painel, no volante, nos painéis de portas e bancos. Eu fui conferir e percebi que o carro é exatamente o mesmo lançado em novembro do ano passado. Nem mesmo o ano-modelo mudou: é ainda 2009.

Consultada, a empresa informou que realmente não se trata de um carro novo, mas que usa a palavra “novo” em todos os modelos que estão em linha. Como Nova Schin, Nova York. Tanto a cerveja quanto a cidade são velhas, mas têm em seu nome a palavra “nova”.

A Troller registrou em 2009 seu melhor resultado de vendas nos primeiros cinco meses do ano, com 566 unidades emplacadas. Em maio, as vendas atingiram 124 unidades, um crescimento de 36% sobre o mesmo mês de 2008. O carro foi beneficiado com a redução do IPI, embora tenha motor 3.0 turbo diesel de 163 cavalos. A Ford conseguiu junto ao governo a redução do imposto alegando que o Troller “é o único produto da empresa”, por isso precisava do benefício para “sobreviver à crise”.

enviada por Joel Leite



15/06/2009 16:17

A nova prorrogação do IPI

A proposta do presidente Lula de prorrogar a redução do IPI e até de perpetuar a redução do imposto para carros foi recebida com aplausos pela indústria automobilística. Tudo o que os fabricantes querem é redução de imposto. Eles alegam que o carro brasileiro tem a maior carga tributária do mundo, o que não é verdade.

Por isso estão contentes. Mas mesmo assim, tem gente recamando. Queria que o anúncio da prorrogação da redução do IPI fosse feito somente no fim do mês, pra alimentar o suspense sobre a continuidade ou não do benefício, o que estimularia o consumidor às compras.

Mas acho que a falta de definição vai é estimular as compras. Até ontem as vendas estavam em torno de 12 mil veículos por dia, um índice extraordinário, no mesmo patamar dos meses de recordes do ano passado.

E certamente o governo só vai anunciar em definitivo a política do IPI nos últimos dias do mês. Na dúvida, claro que o consumidor vai comprar.

O ouvinte Alex deu uma sugestão interessante: criar uma situação intermediária, reduzindo definitivamente parte do IPI para carro 1.0, que pagaria 5%. Até 2.0, 10%. E pra compensar, aumentaria o imposto de carros mais potentes, com motor acima de 3.0 e também dos modelos mais poluidores e pouco eficientes.

Gostei da proposta, Alex. Além de estimular a base do mercado, onde está o grande volume de vendas, incentiva a produção de carros mais econômicos e que respeitem o meio ambiente.

enviada por Joel Leite



10/06/2009 16:18

Lula quer perpetuar o IPI menor


Quando estava tudo caminhando para mais um mês de recorde de vendas por conta do fim da prorrogação da redução do IP no próximo dia 30, o presidente Lula pôs água na fervura do mercado. Ele disse ontem (10) que é favorável ao corte permanente do IPI para carros. É verdade que apenas externou sua opinião, disse que não discutiu o assunto com o ministro Guido Mantega, mas a palavra do presidente pode arrefecer o ânimo de quem estava interessado em comprar um carro zero antes do fim do mês.

De fato, se o IPI voltar aos níveis tradicionais, com certeza o preço do carro vai subir. Primeiro para recompor o valor os 7% a mais do imposto tanto para carro com motor até 1000cc (que voltaria de 0% para 7%), quanto para carros de 1001cc a 2000cc, que passariam a pagar 14%, em vez dos 7% atuais.

Além disso, certamente as montadoras iriam aumentar o preço de tabela, coisa que não estão fazendo desde dezembro, quando fizeram um acordo de cavalheiros com o governo por conta da redução do imposto.

Vamos esperar os desdobramentos dessa conversa para saber quanto a fala do presidente pode afetar o mercado. Revendedores consultados disseram que não acreditam que o consumidor vai mudar de comportamento só por conta de uma possibilidade. Eles acham que enquanto o governo não der uma palavra definitiva sobre o fim do IPI ou uma nova prorrogação, as vendas vão continuar altas como nessa primeira semana, com vendas médias de 11,5 mil carros por dia.




enviada por Joel Leite



10/06/2009 13:01

Scooter, para o motoqueiro “ligth”

O scooter está sendo uma opção pra alguns (e principalmente algumas) motoristas que precisam se locomover com mais rapidez no trânsito e não aguentam mais enfrentar congestionamentos.

O scooter é um veículo próprio para pequenos trajetos e se diferencia da moto por ter uma direção menos agressiva, mais tranquila. A pessoa anda de uma forma mais comportada. Tanto que o piloto anda sentado. Aliás, essa a é grande diferença da moto: no scooter o condutor vai sentado, com as pernas posicionadas na frente, no piso do veículo.

Você não precisa levantar a perna pra montar. A pessoa entra no scooter... não monta. Por isso é que o veículo é muito usado por mulheres.

E o pé não é usado para fazer as trocas de marchas, como na moto. A propósito, o scooter não tem marchas. Pelo menos os principais modelos do mercado são automáticos, têm apenas uma marcha pra frente.

Mas mesmo na antiga Vespa a troca de marchas era feita na mão.

Os principais scooters de baixa cilindrada hoje são o Burgman 125, da Suzuki e o Neo 110, da Yamaha. E a Honda lançou na semana passada o Lead 110, que já vendeu mais de um milhão de unidades em vários países. O Brasil é o terceiro país a fabricar o Lead 110, que é feito também na China e no Vietnã.

enviada por Joel Leite



27/05/2009 10:54

Saber ler as tabelas


Quem faz o preço do usado é o próprio consumidor; a cotação é o retrato do que o dono do carro deseja

Muita gente reclama que as tabelas de preços de carros usados em jornais e revistas estão defasadas. Que os preços não refletem a realidade do mercado.

As cotações de preços são feitas através de pesquisa de campo. Os pesquisadores vão até as concessionárias, às lojas de automóveis, às feiras livres e consultam os anúncios classificados e os saites da internet, que hoje respondem pela maior parte das ofertas de carros usados do Brasil.

E o preço que sai na tabela é uma média do que ele encontra no mercado. Muitas pesquisas são criteriosas: os preços defasados são eliminados, assim como os carros super equipados ou que estão em mau estado de conservação ... cujos preços desvirtuam muito da média.

A tabela de preços de usados não é mais do que uma orientação ao consumidor, uma referência para ele saber quanto o mercado está pedindo por aquele carros, por aquela versão. O sujeito que vai vender é que saberá o quanto vale o seu produto: se for um carro bem cuidado, em ótimas condições, com bons equipamentos, claro que ele vai valer mais do que a média. Se é um carro pelado, feio, em péssimas condições, com certeza vai valer abaixo da tabela.

O preço pedido tem também a ver com a necessidade de fazer o negócio. Se você precisa vender o carro logo vai aceitar a primeira oferta.

O consumidor precisa entender que quem faz o preço é ele mesmo. Ele pede quanto quer. A tabela de preços não pode ser um limitador das suas pretensões, mas apenas uma referência. A tabela é, na verdade, o retrato do preço que o consumidor está pedindo para o seu caro e não o contrário.


enviada por Joel Leite



20/05/2009 11:08

Pro teste confirma: juro zero é uma farsa


A associação Pro Teste, de defesa do consumidor, fez uma pesquisa junto a sites de nove montadoras e desmascarou a farsa do juro zero, que tantas vezes denunciamos aqui.

A associação constatou que, comprar um veículo a prazo não sai pelo mesmo valor que se desembolsaria à vista e verificou que muitas empresas não são claras na prestação de informações ao consumidor e não cumprem a determinação de anunciar o Custo Efetivo Total (CET) dos financiamentos de forma clara e correta, como determina a lei em vigor há mais de um ano.

“Ao esconder o custo da transação – informou o comunicado do Pro Teste - as empresas induzem o consumidor ao erro, fazendo-os acreditar que o financiamento não tem custo”.

enviada por Joel Leite






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Joel Leite é diretor da AutoInforme, uma agência de notícias do setor automobilístico que conta com uma equipe de jornalistas especializados.